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Fluxo de Regressão

Objetivo deste fluxo

O fluxo de regressão descreve como o QA avalia impactos, seleciona cenários e valida que funcionalidades já existentes continuam funcionando após uma alteração.

Na DBSeller, regressão não é “rodar tudo de novo”, mas avaliar o que realmente pode ser afetado, reaproveitando testes existentes e ajustando-os quando necessário.


1. Quando iniciar a regressão

A regressão deve ser considerada sempre que uma demanda:

  • altera comportamento existente

  • corrige um bug em funcionalidade já utilizada

  • impacta dados compartilhados entre rotinas

  • modifica regras, filtros, estados ou integrações

  • envolve módulos com histórico de regressões

O QA inicia a regressão antes mesmo da execução, ainda na análise da tarefa, ao responder:

O que já funciona hoje e pode ser afetado por essa mudança?

Essa análise antecipada evita regressões tardias e descobertas pós-release.


2. Análise inicial e entendimento de impacto

Ao receber a tarefa, o QA constrói um mapa mental de impacto, conectando a alteração com o que já existe no sistema.

O QA avalia:

  • quais rotinas consomem o mesmo dado

  • quais telas usam a mesma lógica

  • se há filtros, abas ou estados envolvidos

  • histórico de bugs relacionados

  • se existe automação ou testes antigos cobrindo o fluxo

Essa análise define o tamanho e a profundidade da regressão.


3. Seleção de cenários de regressão

Com o impacto mapeado, o QA seleciona os cenários que realmente precisam ser reexecutados.

Fontes para seleção de cenários

  • planos de teste anteriores

  • planos de regressão existentes

  • casos de teste manuais

  • testes automatizados

  • histórico de falhas

A regressão deve priorizar:

  • cenários críticos de uso real

  • pontos de maior risco

  • integrações afetadas

Aqui, o QA evita criar tudo do zero e reaproveita conhecimento já validado.


4. Atualização e reaproveitamento de testes existentes

Nem todo teste antigo precisa ser refeito ou descartado.

O QA deve avaliar:

  • se o teste ainda representa o comportamento esperado

  • se a regra mudou e exige ajuste do cenário

  • se o teste pode ser reaproveitado integralmente

  • se precisa ser expandido com novos cenários

Quando necessário, o QA:

  • atualiza casos de teste

  • ajusta planos de regressão

  • complementa automações

Esse cuidado mantém os testes vivos e relevantes, evitando obsolescência.


5. Execução da regressão

Com os cenários definidos e atualizados, o QA executa a regressão.

Durante a execução, o QA deve:

  • validar os cenários selecionados

  • observar comportamentos colaterais

  • registrar evidências

  • identificar falhas novas ou recorrentes

A execução da regressão não busca apenas confirmar que “passou”, mas detectar comportamentos inesperados introduzidos pela mudança.


6. Análise de resultados

Após a execução, o QA analisa os resultados de forma crítica.

Essa análise considera:

  • falhas encontradas

  • impacto das falhas no fluxo geral

  • se o problema é bloqueante ou aceitável

  • se a falha é regressão real ou comportamento esperado

Nem toda falha detectada impede liberação, mas toda falha precisa ser compreendida e comunicada.


7. Decisão de liberação

A regressão fornece a base para a decisão de liberação.

O QA contribui informando:

  • quais cenários foram validados

  • quais riscos foram mitigados

  • quais riscos permanecem

  • evidências coletadas

A decisão final de liberação é tomada de forma consciente, baseada em dados, não apenas em prazo.


Regressão como processo contínuo

Na DBSeller, regressão não acontece apenas em grandes releases. Ela é aplicada:

  • em correções de bug

  • em melhorias

  • em ajustes pontuais

  • em hotfix, de forma reduzida

Esse processo contínuo fortalece a estabilidade do sistema ao longo do tempo.


Resultado esperado do fluxo de regressão

Ao seguir esse fluxo, o QA garante que:

  • alterações não quebrem funcionalidades existentes

  • testes antigos sejam reaproveitados de forma inteligente

  • conhecimento acumulado seja preservado

  • decisões de liberação sejam mais seguras

O fluxo de regressão transforma o QA em guardião da estabilidade, não apenas executor de testes.