Execução de Testes Exploratórios
Objetivo desta página
Esta página descreve de forma profunda, prática e operacional como ocorre a Execução de Testes Exploratórios na DBSeller. Diferentemente da execução de planos e casos de teste formais, esta etapa tem como foco explorar o sistema além do roteiro, buscando falhas, comportamentos inesperados e riscos que não foram antecipados durante o planejamento.
Testes exploratórios existem para responder a uma pergunta simples, porém poderosa:
O sistema realmente se comporta bem quando alguém o utiliza fora do caminho ideal?
Nesta etapa, o QA deixa de ser apenas executor de cenários e passa a atuar como investigador do comportamento do sistema.
2. O que são Testes Exploratórios
Testes exploratórios são testes realizados de forma intencionalmente não roteirizada, baseados em:
-
Conhecimento do sistema
-
Entendimento das regras de negócio
-
Experiência do QA
-
Observação de comportamentos
Eles não substituem testes planejados. Eles complementam.
Enquanto o plano de teste valida o que foi definido, o teste exploratório busca descobrir:
-
O que não foi pensado
-
O que foi mal interpretado
-
O que se comporta diferente do esperado
3. Por que Testes Exploratórios são essenciais
Mesmo com um planejamento sólido, é impossível prever todos os comportamentos possíveis de um sistema complexo.
Testes exploratórios ajudam a identificar:
-
Bugs escondidos
-
Falhas de usabilidade
-
Inconsistências entre telas
-
Comportamentos erráticos
-
Erros causados por sequências não previstas
Tabela comparativa:
| Teste Planejado | Teste Exploratório |
|---|---|
| Segue roteiro | Segue comportamento |
| Valida regras conhecidas | Descobre riscos ocultos |
| Resultado esperado definido | Resultado observado |
| Estruturado | Investigativo |
4. Quando executar Testes Exploratórios
Testes exploratórios devem ser executados:
-
Após a execução dos testes funcionais principais
-
Após correções de bugs críticos
-
Em sistemas com alto impacto ao usuário
-
Quando há mudanças significativas de comportamento
Eles não devem ser executados:
-
Sem conhecimento prévio da funcionalidade
-
Como substituição dos testes planejados
5. Mentalidade do QA em Testes Exploratórios
Durante testes exploratórios, o QA deve adotar uma postura ativa e questionadora:
-
“E se o usuário fizer isso diferente?”
-
“E se ele pular essa etapa?”
-
“E se os dados estiverem fora do padrão?”
-
“E se o fluxo for interrompido?”
Aqui, o QA testa como o usuário pode usar, não como ele deveria usar.
6. Fluxo geral da Execução de Testes Exploratórios
[Conhecer a Funcionalidade]
|
v
[Definir Objetivo da Exploração]
|
v
[Executar Ações Aleatórias e Variadas]
|
v
[Observar Comportamentos]
|
v
[Registrar Achados]
|
v
[Analisar Risco]
Esse fluxo pode se repetir diversas vezes durante a exploração.
7. Tipos de Exploração
7.1 Exploração de Fluxo
Explora caminhos alternativos, não previstos no plano de teste.
Exemplos:
-
Pular etapas
-
Voltar páginas
-
Repetir ações rapidamente
7.2 Exploração de Dados
Explora variações de dados:
-
Campos vazios
-
Dados extremos
-
Combinações improváveis
7.3 Exploração de Comportamento
Explora ações do usuário:
-
Cliques repetidos
-
Ações simultâneas
-
Uso fora da ordem
7.4 Exploração de Usabilidade
Avalia:
-
Clareza das mensagens
-
Facilidade de uso
-
Fluxos confusos
Perfeito, agora ficou claro 👍
Abaixo está apenas o ITEM 8, reescrito do zero, em versão final, no formato de manual passo a passo, usando exemplos práticos e referenciando explicitamente os tipos de exploração definidos no Item 7.
Pode colar direto na wiki como o Item 8 da página Execução de Testes Exploratórios.
8. Execução prática dos Testes Exploratórios por tipo de exploração
Após compreender o conceito e a mentalidade dos testes exploratórios, o QA deve colocar a exploração em prática de forma organizada e intencional, aplicando diferentes tipos de exploração, conforme definidos no Item 7.
Este item descreve como executar, na prática, cada tipo de teste exploratório, com exemplos reais e orientações claras.
8.1 Execução de Testes Exploratórios de Fluxo
Os testes exploratórios de fluxo têm como objetivo validar caminhos alternativos, não previstos no plano de teste ou fora da ordem esperada.
Aqui o QA explora como o usuário pode navegar, e não como o sistema espera que ele navegue.
Passo a passo
-
Identificar o fluxo principal validado nos testes planejados
-
Escolher um ponto do fluxo para desvio
-
Executar ações fora da ordem esperada
-
Observar como o sistema reage
-
Registrar comportamentos inesperados
Exemplos práticos
-
Acessar o relatório diretamente sem passar pela tela principal da escola
-
Alternar rapidamente entre diferentes escolas e gerar relatórios em sequência
-
Voltar para a tela de cadastro após gerar o relatório e tentar gerar novamente sem atualizar a página
O QA deve observar se:
-
O relatório gerado corresponde à escola correta
-
Dados antigos não são reaproveitados indevidamente
-
O sistema mantém consistência entre navegações
8.2 Execução de Testes Exploratórios de Dados
Os testes exploratórios de dados têm foco em variações e combinações de informações, indo além dos dados usados nos cenários planejados.
O objetivo é identificar falhas causadas por dados incompletos, extremos ou inesperados.
Passo a passo
-
Identificar os principais dados envolvidos na funcionalidade
-
Variar valores, quantidades e combinações
-
Executar a funcionalidade após cada variação
-
Observar impactos no comportamento e no resultado
Exemplos práticos
-
Escola com muitos cursos cadastrados
-
Escola sem cursos ativos
-
Escola com cursos ativos e inativos misturados
-
Escola com grande quantidade de Atos Legais
-
Escola sem gestor cadastrado
O QA deve verificar se:
-
Cursos inativos são corretamente ocultados
-
O relatório mantém layout mesmo com muitos dados
-
Ausência de dados não gera erros ou informações incorretas
8.3 Execução de Testes Exploratórios de Comportamento
Os testes exploratórios de comportamento simulam ações reais e, muitas vezes, impulsivas do usuário.
Aqui o QA explora o sistema como alguém que não conhece o fluxo ideal.
Passo a passo
-
Executar ações repetidas ou rápidas
-
Interromper fluxos no meio da execução
-
Repetir ações já concluídas
-
Alternar funcionalidades sem concluir processos
Exemplos práticos
Na geração do relatório de dados da escola:
-
Clicar várias vezes seguidas no botão de gerar relatório
-
Gerar relatório enquanto outra ação ainda está em processamento
-
Alterar dados da escola e gerar o relatório imediatamente
O QA deve observar:
-
Se o sistema gera relatórios duplicados
-
Se há travamentos ou lentidão
-
Se o relatório reflete os dados mais recentes
8.4 Execução de Testes Exploratórios de Usabilidade
Os testes exploratórios de usabilidade avaliam como o sistema se comunica com o usuário, mesmo quando não há erro técnico.
Aqui o QA atua como usuário final crítico.
Passo a passo
-
Observar mensagens exibidas pelo sistema
-
Avaliar clareza das informações
-
Identificar fluxos confusos ou pouco intuitivos
-
Verificar se o sistema orienta corretamente o usuário
Exemplos práticos
-
O sistema deixa claro qual escola está sendo usada no relatório?
-
O usuário entende por que um curso não aparece no relatório?
-
O relatório apresenta informações de forma legível e organizada?
Nem todo achado de usabilidade vira bug, mas todo achado relevante deve ser registrado.
8.5 Registro dos achados por tipo de exploração
Durante a execução exploratória, o QA deve registrar qual tipo de exploração foi utilizado, pois isso ajuda na análise posterior e na tomada de decisão.
Tabela de apoio:
| Tipo de exploração | Exemplo de achado |
|---|---|
| Fluxo | Relatório gerado com dados de escola incorreta |
| Dados | Curso inativo exibido no relatório |
| Comportamento | Relatório duplicado ao clicar rapidamente |
| Usabilidade | Falta de clareza sobre dados omitidos |
Esse registro aumenta a rastreabilidade e facilita correções futuras.
8.6 Relação entre tipos de exploração e bugs encontrados
Nem todo tipo de exploração gera bug, mas todos ajudam a aumentar a cobertura real.
Fluxo de consolidação:
[Execução Exploratória]
|
v
[Achados por Tipo]
|
v
[Análise de Impacto]
|
v
[Bug | Melhoria | Observação]
Isso ajuda o QA a justificar tecnicamente:
-
por que um bug foi encontrado
-
por que uma melhoria foi sugerida
-
por que algo foi apenas registrado
8.7 Resultado esperado da execução por tipo de exploração
Ao aplicar corretamente os tipos de exploração definidos no Item 7, espera-se que o QA:
-
Descubra falhas fora do roteiro planejado
-
Aumente a cobertura comportamental do sistema
-
Identifique riscos reais de uso
-
Contribua para a melhoria contínua da qualidade
A execução exploratória por tipo transforma curiosidade em método, e observação em valor para o produto.
Se quiser, no próximo passo posso:
-
alinhar esse item com registro de evidência e bug
-
criar um checklist rápido de exploração
-
ou integrar esse item com análise de risco e Go / No-Go
9. Exemplos práticos de Testes Exploratórios
Exemplo 1 – Relatório de Dados da Escola
Explorações possíveis:
-
Gerar relatório várias vezes seguidas
-
Gerar relatório sem dados obrigatórios
-
Alternar entre escolas rapidamente
Possíveis achados:
-
Erros intermitentes
-
Lentidão
-
Falha de atualização
Exemplo 2 – Fluxo fora do plano
-
Acessar relatório sem passar pela tela principal
-
Alterar dados da escola e gerar relatório sem atualizar a página
10. Registro de evidências em Testes Exploratórios
Mesmo sendo não roteirizados, testes exploratórios devem gerar evidências.
Exemplos:
-
Prints
-
Vídeos curtos
-
Descrição clara do comportamento observado
11. Quando um achado vira bug
Fluxo de decisão:
[Achado]
|
v
[Contraria regra ou expectativa?]
| |
Não Sim
| |
v v
[Registrar como nota] [Registrar Bug]
12. Relação com Testes Planejados
Testes exploratórios:
-
Não substituem testes planejados
-
Não dispensam cenários BDD
-
Aumentam cobertura real
Eles são complemento estratégico.
13. Boas práticas em Testes Exploratórios
-
Executar com foco e objetivo
-
Registrar tudo que for relevante
-
Não confiar apenas na memória
-
Compartilhar achados com o time
14. Resultado esperado dos Testes Exploratórios
Ao final da execução exploratória, espera-se:
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Identificação de falhas não previstas
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Melhor compreensão do sistema
-
Aumento da qualidade percebida
15. Conclusão
A Execução de Testes Exploratórios é o momento em que o QA exerce seu papel mais analítico e investigativo.
É nessa etapa que o sistema é realmente desafiado, fora do caminho ideal, revelando comportamentos que roteiros formais não conseguem capturar.
Na DBSeller, testes exploratórios são parte essencial da qualidade, e não uma etapa opcional.