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Fluxo de Testes para Correção de Bug

Objetivo deste fluxo

Este fluxo descreve como o QA atua na validação de correções de bug, garantindo que o problema foi realmente resolvido, que não houve impacto colateral e que a correção pode ser liberada com segurança.

Na DBSeller, correção de bug não é apenas “ver se parou de dar erro”, mas avaliar estabilidade, impacto e risco, especialmente em cenários de hotfix (Expedite).


1. Análise do bug

A primeira etapa do fluxo é a análise detalhada do bug, que vai muito além de reproduzir o erro.

O que o QA analisa nesse momento

  • comportamento esperado vs comportamento atual

  • condições em que o bug ocorre

  • se o erro é intermitente ou constante

  • impacto para o usuário

  • histórico de ocorrências semelhantes

O QA deve entender o porquê do bug existir, não apenas como reproduzi-lo.


Bug comum x Hotfix (Expedite)

Quando o bug é classificado como hotfix, a análise se torna ainda mais crítica.

  • o impacto costuma ser alto

  • o prazo é curto

  • a tolerância a erro é mínima

Mesmo assim, agilidade não significa perda de qualidade. O QA apenas ajusta a profundidade, não elimina etapas.


2. Reteste da correção

Após a correção ser disponibilizada, o QA executa o reteste.

No reteste, o QA deve:

  • reproduzir o cenário original do bug

  • validar se o comportamento corrigido está conforme o esperado

  • testar variações próximas ao cenário original

O objetivo aqui é confirmar:

O problema realmente deixou de existir?

O reteste não encerra o processo, ele apenas valida a correção direta.


3. Avaliação de impacto

Após o reteste, o QA avalia o impacto da correção.

Essa avaliação considera:

  • quais partes do sistema foram alteradas

  • quais rotinas consomem o mesmo dado

  • se a correção afeta estado, filtros, telas ou integrações

  • histórico de bugs similares

Essa etapa é fundamental para decidir o nível de regressão necessário.


4. Regressão

Com base na avaliação de impacto, o QA executa a regressão adequada.

Tipos de regressão possíveis

  • regressão mínima: focada no fluxo afetado

  • regressão direcionada: incluindo rotinas relacionadas

  • regressão ampliada: quando há alto risco sistêmico

Em hotfix, a regressão pode ser mais curta, mas nunca inexistente.

O QA deve sempre responder:

O que pode ter quebrado com essa correção?


5. Atualização de status e comunicação

Após reteste e regressão, o QA atualiza o status da demanda.

A atualização deve conter:

  • resultado do reteste

  • resultado da regressão

  • evidências coletadas

  • riscos identificados, se houver

Essa comunicação é essencial para:

  • alinhamento entre QA, Dev e Produto

  • decisão de liberação

  • rastreabilidade futura


Particularidades de bugs Expedite (Hotfix)

Em bugs classificados como Expedite:

  • o fluxo é acelerado

  • a comunicação é mais direta

  • o QA atua em paralelo ao desenvolvimento

  • decisões são mais rápidas

Porém, nenhuma etapa essencial é ignorada.

O QA apenas:

  • prioriza cenários críticos

  • reduz escopo conscientemente

  • comunica riscos residuais

Isso garante agilidade com responsabilidade.


O papel do Plano de Regressão nesse fluxo

Sempre que o bug apresentar:

  • comportamento complexo

  • impacto sistêmico

  • risco de recorrência

Deve ser criado um Plano de Regressão, que documenta:

  • cenários afetados

  • variações do erro

  • impactos indiretos

O plano sustenta a execução e a decisão de liberação.


Resultado esperado deste fluxo

Ao seguir esse fluxo, a DBSeller garante que:

  • bugs sejam realmente corrigidos

  • regressões sejam evitadas

  • decisões sejam conscientes

  • agilidade não comprometa qualidade

Esse modelo transforma correção de bug em processo controlado, não reação emergencial.