Elaboração do Planejamento de Testes
Objetivo desta página
Esta página descreve de forma completa, prática e aplicada como ocorre a Elaboração do Planejamento de Testes na DBSeller, dentro do item QA – Elaboração.
Ela existe para deixar claro como o QA transforma a estratégia em ação, estruturando tudo o que será feito antes da execução dos testes. Aqui, o QA deixa de apenas “pensar sobre testes” e passa a organizar, documentar e preparar a execução real.
Esta página se conecta diretamente com os seguintes documentos já definidos na wiki:
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Elaboração de Estratégia de Teste da Task
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Automação de Testes – Boas Práticas, Decisão e Manutenção
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Planejamento de Testes
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Plano de Teste
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Plano de Regressão
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Tipos de Teste
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Critérios de Entrada e Saída
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Critérios de Aceite
O Planejamento de Testes é a ponte entre pensar qualidade e executar qualidade.
2. Diferença entre Estratégia de Teste e Planejamento de Testes
Antes de avançar, é essencial reforçar a diferença entre duas etapas que se complementam, mas não se confundem.
Estratégia de Teste da Task
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Define como pensar a validação.
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Mapeia riscos.
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Define tipos de teste.
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Estabelece foco e prioridades.
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Delimita o que fica fora do escopo.
A estratégia é mental, analítica e decisória.
Planejamento de Testes
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Define como executar.
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Cria os planos de teste.
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Define cenários detalhados.
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Organiza pré-requisitos, dados e ambientes.
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Prepara regressão, automação e acompanhamento.
O planejamento é operacional, documental e prático.
Sem estratégia, o planejamento vira checklist vazio.
Sem planejamento, a estratégia nunca sai do papel.
3. Quando o Planejamento de Testes acontece
Na DBSeller, o Planejamento de Testes ocorre:
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Após a definição da Estratégia de Teste da Task.
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Enquanto o desenvolvimento ainda está em andamento.
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Antes do início da execução formal dos testes.
Isso permite que o QA:
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Antecipe dúvidas e lacunas.
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Prepare dados e acessos.
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Evite atrasos na fase de execução.
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Atue de forma paralela ao desenvolvimento.
Planejar testes não é esperar o código ficar pronto. É trabalhar antes para executar melhor depois.
4. Visão geral do fluxo de Planejamento de Testes
Fluxo macro:
[Estratégia de Teste Definida]
|
v
[Definir Tipo de Plano]
|
v
[Criar Plano de Teste ou Regressão]
|
v
[Definir Cenários (BDD)]
|
v
[Preparar Pré-requisitos e Dados]
|
v
[Planejamento Pronto para Execução]
Esse fluxo garante previsibilidade, organização e rastreabilidade.
5. Tipos de Planejamento de Testes
O QA deve decidir qual tipo de planejamento será aplicado, com base na estratégia.
5.1 Planejamento com Plano de Teste
Indicado quando a demanda:
-
Introduz nova lógica de negócio.
-
Altera regras existentes.
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Impacta múltiplas rotinas.
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Possui risco médio ou alto.
5.2 Planejamento com Plano de Regressão
Indicado quando a demanda nasce de:
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Correção de bug.
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Ajuste em comportamento existente.
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Problema recorrente ou sistêmico.
5.3 Planejamento híbrido
Em alguns casos, o QA pode:
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Criar um Plano de Teste para a melhoria.
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Criar um Plano de Regressão complementar.
Isso é comum em demandas que corrigem um bug e alteram comportamento.
6. Estrutura do Planejamento de Testes
O Planejamento de Testes se materializa principalmente por meio de planos documentados, seguindo o padrão da DBSeller.
6.1 Contexto e descrição da demanda
Objetivo:
-
Garantir entendimento comum do que está sendo validado.
Boas práticas:
-
Linguagem clara.
-
Foco no comportamento do sistema.
-
Evitar termos técnicos excessivos.
Exemplo:
"Hoje, o sistema recalcula a taxa de seguro e exibe valores divergentes entre telas. A demanda ajusta a regra de cálculo para garantir consistência entre simulação, resumo e contrato."
6.2 Pré-requisitos
Objetivo:
-
Garantir que qualquer QA consiga executar os testes sem dependências ocultas.
Exemplos de pré-requisitos:
-
Usuário com perfil específico.
-
Empresa com parâmetro habilitado.
-
Dados previamente cadastrados.
-
Ambiente correto.
Pré-requisitos evitam o clássico: “não consegui reproduzir”.
6.3 Aplicação da Estratégia no Planejamento
Nesta seção, o QA traduz a estratégia em ações concretas:
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Quais tipos de teste serão executados.
-
Onde haverá foco maior.
-
Onde a validação será mais superficial.
-
Se haverá automação ou não.
Aqui não se reexplica a estratégia, apenas se aplica.
Perfeito, ótima escolha de task.
Abaixo está o Item 7 completo, mantendo toda a explicação, tabelas e fluxos, com TODOS os exemplos reescritos e contextualizados na task real #33313 – Relatório Dados da Escola (e-Cidade).
Texto 100% final, pronto para colar na wiki.
7. Definição de Cenários de Teste
A definição de cenários de teste é o ponto central do Planejamento de Testes. É nesta etapa que o QA transforma regras, requisitos e riscos em validações claras, executáveis e rastreáveis, garantindo que o comportamento do sistema esteja alinhado com o esperado pelo cliente e pelas regras de negócio.
Enquanto a estratégia define o que precisa ser garantido, os cenários definem:
-
Em quais condições o sistema será utilizado
-
Quais ações serão realizadas
-
Qual comportamento o sistema deve apresentar
Um cenário bem definido elimina interpretações subjetivas e reduz retrabalho durante a execução.
7.1 O que é BDD e o que é Gherkin
BDD (Behavior Driven Development) é uma abordagem que descreve o comportamento esperado do sistema a partir da perspectiva de uso e das regras de negócio.
Em vez de focar em implementação técnica, o BDD responde perguntas como:
-
O que o usuário espera fazer?
-
Em qual contexto?
-
Qual deve ser o resultado?
Gherkin é a linguagem estruturada utilizada para escrever esses comportamentos de forma simples, padronizada e compreensível por diferentes áreas.
Principais palavras-chave:
| Palavra-chave | Função |
|---|---|
| Dado que | Define o contexto inicial |
| E | Complementa contexto ou ação |
| Quando | Define a ação executada |
| Então | Define o resultado esperado |
Essa estrutura cria uma narrativa lógica, clara e objetiva do comportamento do sistema.
7.2 Por que utilizar BDD e Gherkin na DBSeller
A utilização de BDD com Gherkin na DBSeller é uma decisão estratégica, especialmente considerando sistemas complexos como o e-Cidade, que envolvem múltiplas regras, relatórios e impactos legais.
Benefícios diretos:
| Benefício | Impacto prático |
|---|---|
| Linguagem comum | Facilita alinhamento entre QA, desenvolvimento e atendimento |
| Menos ambiguidade | Reduz falhas de interpretação |
| Revisão antecipada | Cenários podem ser validados antes da execução |
| Base para automação | Cenários reutilizáveis |
| Documentação viva | O comportamento fica registrado |
Em demandas, onde há layout, dados, regras e exceções, o BDD evita validações superficiais.
7.3 Estrutura padrão de um cenário de teste
Estrutura recomendada:
Cenário: Descrição clara do comportamento
Dado que [contexto inicial]
E [condições adicionais]
Quando [ação executada]
Então [resultado esperado]
Boas práticas obrigatórias:
-
Um cenário valida um comportamento principal
-
Linguagem funcional, nunca técnica
-
Resultado sempre verificável
7.4 Tipos de cenários no Planejamento de Testes
Durante o planejamento, os cenários devem ser classificados para garantir cobertura adequada.
| Tipo de cenário | Objetivo |
|---|---|
| Positivo | Validar comportamento esperado |
| Negativo | Validar tratamento de erro |
| Exceção / Borda | Validar limites e casos extremos |
| Regressivo | Garantir que nada foi quebrado |
Fluxo conceitual:
[Requisitos da Task]
|
v
[ Cenários Positivos ]
|
v
[ Cenários Negativos ]
|
v
[ Cenários de Exceção ]
|
v
[ Cenários Regressivos ]
7.5 Cenários Positivos
Cenários positivos validam o comportamento do sistema quando todas as condições estão corretas.
Pergunta-chave:
O sistema faz exatamente o que foi solicitado?
Exemplo – Cenário positivo
Cenário: Gerar relatório de dados da escola conforme layout definido
Dado que existe uma escola cadastrada com todos os dados obrigatórios preenchidos
E existe um modelo oficial de Ficha Cadastral da Unidade Escolar
Quando o usuário acessa a rotina EDUCAÇÃO > Escola > Relatórios > Dados da Escola
E solicita a geração do relatório
Então o sistema deve gerar o relatório respeitando integralmente o layout definido
E os dados exibidos devem corresponder às informações cadastradas da escola
Valida:
-
Geração do relatório
-
Fidelidade ao layout oficial
-
Consistência dos dados
7.6 Cenários Negativos
Cenários negativos validam o comportamento do sistema diante de condições inválidas ou inconsistentes.
Pergunta-chave:
O sistema impede comportamentos incorretos de forma controlada?
Exemplo real – Cenário negativo
Cenário: Não exibir cursos inativos no relatório de dados da escola
Dado que a escola possui cursos vinculados com status inativo
Quando o usuário gera o relatório de dados da escola
Então o sistema não deve exibir cursos marcados como inativos
Valida:
-
Regra de negócio
-
Prevenção de uso incorreto de informações
-
Consistência entre tela e relatório
7.7 Cenários de Exceção e de Borda
Esses cenários validam situações menos comuns, mas críticas.
Exemplos típicos:
-
Múltiplos Atos Legais
-
Volume de dados maior que uma página
-
Ausência de gestor ativo
Tabela de apoio:
| Situação | Risco |
|---|---|
| Mais de um Ato Legal | Corte de informação |
| Muitos registros | Quebra de layout |
| Gestor excluído | Dado inconsistente |
Exemplo – Cenário de exceção
Cenário: Exibir múltiplos Atos Legais no relatório em mais de uma folha
Dado que a escola possui mais de um Ato Legal vinculado
Quando o usuário gera o relatório de dados da escola
Então o relatório deve exibir todos os Atos Legais
E deve gerar novas páginas sempre que o conteúdo ultrapassar o limite da folha
Valida:
-
Completeness dos dados
-
Comportamento correto do layout
-
Regra explícita do requisito
7.8 Cenários Regressivos
Cenários regressivos garantem que ajustes não quebrem comportamentos existentes.
Fluxo regressivo:
[Correção ou Melhoria]
|
v
[Análise de Impacto]
|
v
[Seleção de Cenários Existentes]
|
v
[Execução de Regressão]
Exemplo real – Cenário regressivo
Cenário: Relatório não exibe gestor excluído da escola
Dado que um gestor foi removido da aba gestor nos dados da escola
Quando o usuário gera o relatório de dados da escola
Então o gestor excluído não deve constar no relatório
Protege:
-
Integridade da informação
-
Confiabilidade do relatório
-
Alinhamento com a tela de cadastro
7.9 Boas práticas na escrita de cenários
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Escrever sempre sob a ótica do uso real
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Evitar termos técnicos ou de banco de dados
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Usar dados representativos do cliente
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Manter cenários objetivos e claros
-
Atualizar cenários quando regras mudarem
Checklist rápido:
| Item | OK |
|---|---|
| Cenário claro | ⬜ |
| Resultado verificável | ⬜ |
| Regra de negócio coberta | ⬜ |
| Risco mitigado | ⬜ |
7.10 Resultado esperado da definição de cenários
Quando os cenários são bem definidos no planejamento, a DBSeller garante:
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Execução previsível
-
Menos dúvidas durante testes
-
Menos retrabalho
-
Base sólida para Go ou No-Go
-
Documentação clara do comportamento do sistema
Um bom cenário de teste é aquele que, ao ser lido, não deixa espaço para interpretação.
8. Planejamento de Regressão
Sempre que houver risco de impacto em funcionalidades existentes, o QA deve planejar a regressão.
O planejamento de regressão envolve:
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Identificar rotinas afetadas.
-
Selecionar cenários existentes.
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Ajustar testes antigos, se necessário.
Exemplo de cenário regressivo
Cenário: Simulações antigas permanecem inalteradas
Dado que existe uma simulação criada antes da alteração
Quando acesso o resumo da simulação
Então os valores exibidos devem permanecer conforme a regra vigente à época
9. Planejamento da Automação
Durante o planejamento, o QA deve:
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Avaliar cenários candidatos à automação.
-
Registrar essa decisão.
-
Definir se a automação será imediata ou futura.
Essa decisão segue o documento:
Automação de Testes – Boas Práticas, Decisão e Manutenção.
10. Acompanhamento do Desenvolvimento
O Planejamento de Testes não é estático.
Durante o desenvolvimento, o QA deve:
-
Acompanhar mudanças de escopo.
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Ajustar cenários.
-
Atualizar planos quando necessário.
Planejamento bom é planejamento vivo.
11. Critérios de Entrada para Execução
Antes de iniciar a execução, o QA deve validar:
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Ambiente disponível.
-
Funcionalidade implementada.
-
Dados preparados.
-
Plano revisado.
Sem critérios de entrada atendidos, a execução perde eficiência.
12. Resultado Esperado do Planejamento de Testes
Ao final do planejamento, espera-se que:
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Todos saibam o que será testado.
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Os riscos estejam mapeados e cobertos.
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A execução ocorra sem improvisos.
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A decisão de Go ou No-Go tenha base sólida.
13. Conclusão
A Elaboração do Planejamento de Testes é onde o QA materializa tudo o que foi pensado anteriormente.
É nesta etapa que:
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Estratégia vira plano.
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Risco vira cenário.
-
Intenção vira execução.